Web Radio Jesus Cristo Gospel: Luminária pode ter sido causa do fogo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Luminária pode ter sido causa do fogo

Luminária pode ter sido causa do fogo no Museu da Língua Portuguesa

Museu funcionava sem alvará e sem o auto de vistoria dos bombeiros. Incêndio desta segunda-feira (21) pode ter sido causado por curto-circuito.

Um curto-circuito é - por enquanto - a única hipótese pro início do incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa na segunda-feira (21) em São Paulo.
Menos de 24 horas depois do acidente devastador, os repórteres Franklin Feitosa e José Roberto Burnier entraram no prédio.
Dói só de olhar. O que abrigava um dos museus mais importantes da América Latina agora é um amontoado de escombros. Se impressiona do alto, imagine de perto.
Na área onde aconteceu o incêndio, o fogo tomou conta de tudo. Não sobrou absolutamente nada. Ferros, cimento e o que tinha de madeira queimou. O lugar mais atingido foi o terceiro piso.
O Museu da Língua Portuguesa era o único no mundo dedicado a uma língua nacional. O acervo era digital e está salvo.
“Existindo os recursos eu acredito que muito rapidamente a gente consegue colocar o Museu da Língua Portuguesa pra funcionar”, explica o diretor do museu, Antônio Sartini.
Inaugurado no ano 1901, o prédio já tinha sofrido um grande incêndio em 1946. Foi reconstruído e em 2006, o Museu da Língua Portuguesa abriu as portas.
Ao lado do museu fica a plataforma da estação. O prédio tem duas partes: à esquerda da torre do relógio fica a principal, atingida na segunda-feira (21). À direita da torre funciona outro setor do museu e a administração. Essa parte não foi atingida pelo primeiro incêndio, o de 1946, e ainda preserva elementos originais da primeira construção.
Por enquanto, a única hipótese para o incêndio é um curto-circuito.
“Um desses funcionários manifestou que o incêndio começou numa simples troca de lâmpada e de uma luminária. Então isso que desencadeou, inicialmente isso. Mas isso vai ser apurado pela perícia. A perícia é colocada exatamente pra isso”, afirmou Milton Roberto Persoli, coordenador da Defesa Civil Municipal.
Técnicos do instituto de pesquisas tecnológicas verificaram a estrutura do prédio. A polícia científica vai elaborar o laudo apontando as causas. O que ainda gera dúvida é se o prédio cumpria todas as normas de segurança. O museu funcionava há nove anos sem alvará da prefeitura e sem o auto de vistoria dos bombeiros.
“Não, não tinha. Ainda estava em processo de regularização. O auto de vistoria do Corpo de Bombeiros, ele é um dos quesitos, dentro do processo de licenciamento da edificação. Então, o prédio lá, ele funcionava por conta de um laudo de segurança da prefeitura, que possibilitava essa sua utilização”, explicou o coronel Rogério Bernardes Duarte, comandante-geral do Corpo de Bombeiros – SP.
A única vítima do incêndio foi enterrada nesta terça-feira (22). Ronaldo Pereira da Cruz era bombeiro civil. Ele trabalhava no museu e morreu quando tentava combater as chamas.
Sobre o processo de regularização do museu, a CPTM, dona do prédio, declarou que encaminhou em novembro um projeto com as mudanças pedidas pelos bombeiros.
Segundo a prefeitura de São Paulo, os principais atestados de segurança estavam em dia.
A secretaria de Cultura do Estado afirma que o local tinha todos os equipamentos de segurança.

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