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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Á Sua Saúde

Novo teste na prevenção ao câncer de ovário

A prevenção é fundamental em saúde e uma nova técnica, anunciada no fim do ano passado, promete ser uma boa esperança para preservar a vida de milhares de mulheres que contraem anualmente o câncer de ovário. Aqui no Brasil representa aproximadamente 4% do total de casos de cânceres entre mulheres, o que o coloca na oitava posição entre as modalidades de tumores mais comuns para o sexo feminino.
Publicada no periódico científico “The Lancet”, a nova técnica é um teste sanguíneo periódico e para o qual foi desenvolvido um algoritmo especial que permite – associado a outros exames – diagnosticar precocemente o câncer. Este é um diferencial super importante, pois este tipo de tumor é daqueles que classificamos de silenciosos. Em geral, ele só é detectado em estágios já avançados, quando o tratamento é muito difícil. Com isso, até 60% das mulheres doentes morrem em um prazo de até cinco anos.
O método foi criado por pesquisadores do Instituto para Saúde da Mulher do University College London. Ao longo de dez anos (2001 a 2011) reuniram mais de 200 mil mulheres, divididas em três grupos de acompanhamento num projeto chamado de Ensaio Colaborativo para Rastreio do Câncer de Ovário do Reino Unido (UKCTOCS).
Um dos grupos, com 50 mil mulheres, foram submetidas a exames anuais de ultrassom, que normalemente são indicados para diagnósticos da doença. Outras 100mil não foram submetidas a nenhum exame e as 50 mil restantes fizeram testes para identificar a presença no sangue da proteína CA125. Mas com uma novidade em relação à tradicional aplicação deste teste. Eles desenvolveram o chamado Algoritmo de Risco de Câncer de Ovário, no qual as avaliações variam de acordo com cada pessoa. Dessa forma, não se levou mais em consideração níveis absolutos da proteína no sangue, mas seu percentual de acordo com cada diferente organismo.
Dessa forma, foi possível maior precisão do teste e com resultados que chegaram a uma redução de 28% na mortalidade das mulheres participantes do teste.
É uma notícia que traz esperança, afinal este é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o mais letal. Em geral atinge mulheres a partir dos 40 anos, mas pode ser registrado em todas as faixas etárias e tem associação com fatores genéticos.
Aquelas que têm parentes de primeiro grau (mãe e irmãs) que tiveram a doença têm maiores riscos. Assim como as que não tiveram filhos ou passaram pela menopausa tardiamente. Quem teve câncer de mama também está no grupo de risco mais elevado.
Apesar de não apresentar sintomas até atingir estágio avançado, fique atenta a pequenos indícios. Converse com seu médico e procure acompanhar as modificações em seu organismo. Quando já está mais adiantada a doença provoca dores abdominais,  constipação ou dificuldades na alimentação, sensação de prisão de ventre, aumento da urina, ganho ou perda de peso súbito e hemorragia vaginal anormal, por exemplo.
Fique atenta e não confunda o câncer de ovário com câncer de colo do útero. O exame de Papanicolau só detecta o segundo.
Abuse da prevenção. Evite alimentos gordurosos e a obesidade. Faça os exames clínicos, defina um calendário regular de visita ao ginecologista e cumpra.


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