Web Radio Jesus Cristo Gospel: Casos de zika vão diminuir nas Olimpíadas, diz especialista francês

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Casos de zika vão diminuir nas Olimpíadas, diz especialista francês



Para Eric Caumes, diretor do serviço de doenças tropicais do hospital francês Pitié Salpêtrière, apesar do avanço da doença, o número de casos deve diminuir no inverno, durante as Olimpíadas.
Apesar das Olimpíadas favorecerem a circulação de um grande número de pessoas, aumentando potencialmente as transmissões, o inverno deve bloquear o avanço do vírus, diz o professor Caumes. “O mosquito precisa de 24 graus constante para se reproduzir”, explica. “Historicamente sabemos que nas epidemias de dengue, os casos desaparecem no inverno, e a epidemia acaba em maio, em geral”, declarou. O fato das temperaturas continuarem altas no inverno brasileiro não altera o ciclo do mosquito, afirma.
A epidemia do zika vírus no Brasil, onde já foram confirmados mais de 1 milhão de casos, por enquanto não é motivo de preocupação para o Comitê Olímpico Internacional, que já declarou que o Brasil está pronto para organizar o evento.
Um plano de ação já foi estabelecido para minimizar o impacto do vírus e "aconselhar" os visitantes das áreas atingidas.  Uma precaução necessária, mas o especialista francês é otimista. “O número de casos vai diminuir. Os Jogos Olímpicos acontecem em pleno inverno, quando não há mais mosquitos ou eles são menos ativos”, explica Caumes. “Eles estarão em hibernação."
Paralelamente, o diretor do hospital francês também explica que há uma confusão entre os mosquitos transmissores: no Brasil, apenas o Aedes aegypti é vetor da doença, que também pode ser transmitida pelo mosquito tigre, conhecido como Aedes Albopictus, presente em algumas regiões da Europa, inclusive na França. “Não há mosquito tigre no Brasil e as pessoas às vezes confundem os vetores”, declara.
Vacina deve ser lançada no mínimo em três anos
O laboratório farmacêutico Sanofi declarou na terça-feira (09) que os testes clínicos da vacina contra o zika vírus devem começar dentro de um ano. “Mas seu desenvolvimento vai demorar no mínimo três anos”, disse o diretor-geral Olivier Brandicourt. Segundo ele, as equipes agora buscam verificar se os pacientes que adquiriram uma imunidade contra a dengue estão protegidos do zika. “Isso seria uma ótima novidade”, declarou.
Para o professor Caumes, é difícil imaginar uma vacina antes de dez anos. “Isso exige anos e anos de pesquisa, e por enquanto não temos nada sobre o zika. Basta ver há quanto tempo começaram os estudos sobre a dengue antes do lançamento de uma vacina”, diz.
Governos do mundo inteiro se comprometeram a apoiar o desenvolvimento de uma vacina. O presidente americano Barack Obama anunciou na segunda-feira (8) a intenção de desbloquear US$ 1,8 bilhão para a prevenção e a pesquisa sobre o zika.

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