Web Radio Jesus Cristo Gospel: Abraão, o profeta exemplo

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Abraão, o profeta exemplo

Abraão, o profeta exemplo
Em Gênesis capitulo 20, versículo 7, quando Deus, em sonho, fala com o rei de Gerar, Abimeleque, à respeito do modo e o porquê Ele havia impedido o monarca de tocar (ter relações em Sara, revela que Abraão era um profeta, e diz ao rei para pedir que o esposo de Sara orasse por ele.
Assim que o rei se esclareceu com Abraão e o repreendeu por causa de sua “meia” mentira quando disse, em sua chegada, que Sara não era sua esposa, e sim irmã, pediu, conforme os versículos 17 e 18, que Abraão, o profeta, orasse por ele e por sua casa.
A oração do profeta Abraão foi ouvida, de modo que as mulheres que haviam ficado estéreis, agora já poderiam ter filhos novamente, pois Deus as restaurou.
Se olharmos bem para todo o contexto da vida de Abraão, a partir desse momento, poderemos pensar que seu ministério profético foi apenas momentâneo, pois não o vemos usá-lo posteriormente.
Se observarmos as definições de profeta de acordo com o contexto geral da Bíblia, haveremos de convir que a função de um profeta é bastante especifica: ser porta voz de Deus, tanto para anunciar fatos que ocorrerão no futuro, quanto par alertar sobre a importância de se lembrar de Deus e seus preceitos, além de portar poder que pode ser usado para diversos fins como curar, ressuscitar, matar (Elias e os soldados do rei Acabe) e etc.
Ou seja, se olharmos por esta ótica, de fato, limitaremos a atuação profética de Abraão somente ao momento de sua oração pelo rei Abimeleque e sua casa. Mas quem anunciou – e não de forma explicita, porque até então, ou mesmo depois disso, nem mesmo Abraão sabia que era um profeta – foi Deus. A única coisa da qual ele sabia era que Deus o havia chamado para ser pai de uma grande nação, e que através dessa nação Deus abençoaria todas as famílias da terra (Gn 12. 1,2).
Abraão, pelo contexto geral, e não pelos específicos, tinha, sim, um ministério profético, que não ficou restrito somente àquele fato com o rei. A mensagem que Abraão portava era traduzida, não em palavras, mas em atos, que iam fazendo com que aqueles que estão à sua volta, tanto os vizinhos como a família, passassem a crer que havia um Deus diferente dos demais anunciados até então, pois Este era real.
Abraão foi um tão bom profeta por seus atos, que nem precisou forçar ou convencer o filho de que ele precisava ser sacrificado à Deus. O filho, pelo que mostra o texto bíblico e também o historiador Flávio Josefo, se doou à causa de fé do pai – Isaque já tinha cerca de 25 anos à época, ou seja, já sabia, e poderia muito bem, racionalizar o momento e escapar das “garras” de seu pai, que já era um idoso.
Similar a Abraão, nós, que somos seus filhos na fé (Tg 2.21), talvez tenhamos herdado esse ministério de ser profeta com a vida, nos relacionando com o Deus vivo, vivendo de acordo com os seus preceitos e cumprindo sua vontade, ainda que seja esta totalmente avessa a racionalidade humana, pois é dessa forma – sendo a mensagem e não somente dizendo ela– é que vamos conseguir o impacto que poderá alertar o mundo para uma mudança de caminho, saindo das trevas e vindo para a luz.
Tiago 2.17 a 21: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?”

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