Web Radio Jesus Cristo Gospel: Empresário confirma no Conselho de Ética que pagou propina de US$ 5,1 milhões

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Empresário confirma no Conselho de Ética que pagou propina de US$ 5,1 milhões

O empresário Leonardo Meirelles, sócio do doleiro Alberto Youssef, afirmou ao Conselho de Ética da Câmara nesta quinta-feira que depositou propinas no valor total US$ 5,1 milhões em contas no exterior, que teria como destinatário o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após o dinheiro ter chegado ao Brasil, segundo ele teria ouvido do doleiro em um almoço.
Meirelles disse que fez os pagamentos a pedido de Youssef e do lobista Júlio Camargo.
Os valores fariam parte de uma propina de US$ 40 milhões que o lobista pagou ao intermediar a contratação de dois navios-sonda da Samsung Heavy Industries para a Petrobras.
O depoimento de Meirelles estava previsto para as 9h30, mas teve início às 10h48m.
As informações de Meirelles, que também é apontado como doleiro, reforçam as acusações de que o presidente da Câmara recebeu suborno para facilitar os trâmites finais da contratação de dois navios-sondas pela Petrobras, um negócio de US$ 1,2 bilhão que resultou inútil para a estatal.
Meirelles dará detalhes das operações financeiras. Ele dirá que fez os repasses para contas de Cunha a partir de contas das empresas DGX e RSY, usados para pagar propinas pela organização de Youssef.
Estas informações já foram repassadas à Procuradoria-Geral da República e ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a partir de um acordo de delação premiada.
Na delação, a qual o jornal “Folha de S. Paulo” também teve acesso, o empresário cita o nome de quatro senadores e 5 deputados federais.
São parlamentares que receberam propina de Yousseff.
Procurado pelo GLOBO, o advogado Haroldo Nater, confirmou o acordo de delação de Meirelles.
- Leonardo está colaborando com as investigações. O interesse dele é ajudar a resolver todas essas questões - disse Nater.
Nesta terça-feira, a defesa de Cunha pediu a impugnação das oito testemunhas de acusação no processo contra ele no conselho.
O documento foi dirigido ao presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), que vê no direcionamento da impugnação a ele e não ao relator, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), uma tentativa de ganhar prazo e de tentar anular sua decisão sobre a questão. Entre os depoimentos que Cunha tenta impedir, está o de Meirelles.

Nenhum comentário:

Postar um comentário