Web Radio Jesus Cristo Gospel: Dilma deixará Planalto pela porta da frente com Lula e fará discurso para manifestantes

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma deixará Planalto pela porta da frente com Lula e fará discurso para manifestantes






A presidente Dilma Rousseff deixará o Palácio do Planalto pela porta da frente, acompanhada de ministros e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois de receber a notificação do Senado sobre seu afastamento, e discursará para os manifestantes e movimentos sociais diante do Planalto, disse à Reuters uma fonte palaciana nesta quarta-feira.
Convencida por Lula, a presidente desistiu de descer a rampa do Palácio do Planalto para não dar a ideia de que, de alguma forma, concordava com seu afastamento e chancelava a decisão do Senado de abrir o processo de impeachment. Tradicionalmente, um presidente sobe a rampa ao ser eleito e só desce por ela ao entregar seu mandato a um sucessor.
A presidente chegou a gravar, nesta tarde, um pronunciamento à nação, mas a opção do Planalto foi que ela faça um discurso,pois sua fala pode atingir a base social do PT, o que não aconteceria com a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
Na reunião desta manhã, dos 30 ministros presentes, a maioria afirmou que sairia com a presidente do Planalto. Alguns, como o ministro da Chefia de Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, pretendem fazer a caminhada de quase cinco quilômetros entre o Planalto e o Palácio da Alvorada, acompanhando os manifestantes. Dilma, no entanto, deve ir de carro
A previsão é que Dilma receba a notificação, 
entregue pelo primeiro secretário do Senado, 
senador Vicentinho Alves (PT-TO), entre 9h e 10h da quinta-feira. 
Em seguida, enquanto o senador vai à vice-presidência notificar Michel Temer,
 Dilma sai do Planalto ao encontro dos manifestantes.  
Antes disso, parlamentares que ainda apoiam o governo pretendem 
ir para o Planalto esperar a notificação com a presidente, 
para acompanhá-la na saída.
EXONERAÇÃO
Na reunião desta manhã, 
ficou decidido que todos os ministros 
e assessores especiais serão exonerados 
a partir da quinta-feira, depois que 
a votação pela admissibilidade do impeachment 
se encerrar no plenário do Senado.
As exceções serão o ministro interino do Esporte, Ricardo Leyser, 
para não interromper os preparativos para a Olimpíada, 
e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, 
que alegou, durante o encontro, ser mais prudente que ficasse para 
“não travar o sistema financeiro”. 
Também ficam nos cargos os presidentes das estatais.
“A presidente não quer submeter seus auxiliares 
a perspectiva de serem demitidos por Michel Temer”, disse a fonte.
Os ministros não esperarão seus sucessores para fazer uma transição. 
A decisão é negar qualquer coisa além das informações técnicas 
necessárias para o governo continuar
 funcionando, o que deve ser feito por 
um servidor de segundo ou terceiro 
escalão designado para isso. 
“A intenção é fazer um gesto mostrando que não vão compactuar com o golpe”, 
explicou a fonte.
Nesta quarta, os ministros da Justiça,
 Eugênio Aragão, da Fazenda, 
Nelson Barbosa, e do Desenvolvimento Social, 
Tereza Campello, 
já reuniram os servidores para informar que não fariam transição. 
A presidente da Caixa, 
Miriam Belchior, informou que irá gravar uma mensagem 
para ser distribuída aos funcionários do banco antes da sua saída.
TEMER
O vice-presidente será notificado logo após a presidente e irá imediatamente para o Planalto, reunindo sua nova equipe e dando posse aos novos ministros.
Temer deverá fazer também um pronunciamento à imprensa ainda na manhã de quinta-feira, ou à tarde, a depender do horário em que a sessão no Senado se encerra e o momento em que for notificado de que assumirá a Presidência.

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