Web Radio Jesus Cristo Gospel: Ariovaldo Ramos diz que líderes evangélicos estão levando a Igreja a um "moralismo judicioso"

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ariovaldo Ramos diz que líderes evangélicos estão levando a Igreja a um "moralismo judicioso"


O pastor Ariovaldo Ramos, que protagonizou uma polêmica recentemente por suas posturas políticas e posicionamento a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), concedeu uma entrevista recente comentando o cenário atual da igreja evangélica brasileira e da postura antipática à esquerda da maioria dos líderes desse meio.
Ramos, que até pouco tempo atrás era pastor-adjunto da Igreja Batista da Água Branca (IBAB) é um dos principais entusiastas da Teologia da Missão Integral (TMI). À época da votação do impeachment, afirmou que caso o processo fosse levado adiante, haveriam reações dos militantes de esquerda.
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Agora, já com Dilma Rousseff afastada do cargo, Ramos afirmou que a igreja evangélica está caminhando para uma fase de extremismo religioso: “Alguns líderes estão tentando levar a igreja evangélica, onde a ênfase em usos e costumes dá lugar a um moralismo judicioso e anticristão, porque a igreja cristã tem moral, mas não é moralista”, afirmou o pastor.
Sobre as críticas feitas ao viés político da TMI no Brasil, Ramos destacou que os ensinos dessa abordagem do Evangelho são ortodoxos, “com aprofundamento missiológico e evangelístico, que leva a um engajamento na história e na sociedade”, e disparou: “Os que a criticam, não resta outra escolha a não ser abraçar tudo o que é anticristo”.
A respeito de uma suposta ofensa à laicidade do Estado, marcada pela separação entre as instituições que o formam e as entidades religiosas, Ariovaldo Ramos destacou que esse conceito é um marco da reforma protestante, e que as denominações cristãs devem se manter separadas do poder: “O Estado laico é uma contribuição protestante no que tange à relação Estado-Igreja. O Estado confessional só aconteceu entre protestantes que não conseguiram superar o vício romano pelo poder temporal. O Estado confessional é sempre, sob qualquer aspecto, um retrocesso na construção de uma sociedade plural e emancipada”, frisou.

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